

Zen é vida. Portanto, comer é indispensável para o Zen. No que se refere ao ato de comer, devemos considerar três elementos: os ingredientes, o modo de fazer e a pessoa que come.
Nas receitas do Mosteiro Zen Morro da Vargem, no entanto, as medidas não são precisamente determinadas. O fundamental para quem vai cozinhar é a liberdade de criar e se expressar na execução de cada prato. A harmonia entre os sabores é algo que o cozinheiro deve buscar, liberto de receitas com valores exatos.
Dogen Zenji ensinou:
Se os seis sabores (amargo, azedo, doce, quente, salgado e suave) não estiverem em harmonia e à comida faltarem as três virtudes (suavidade, limpeza e formalidade), então a oferenda do Tenzo (monge cozinheiro) à congregação não estará completa.
Oração para antes das refeições:
“Primeiro, consideramos os inumeráveis esforços que nos trouxeram este alimento e lembramos como ele chegou até nós.
Segundo, ao receber esta oferenda, examinamos se nossas virtudes e práticas fazem por merecê-la.
Terceiro, somos cuidadosos a respeito da ganância, do ódio e da ignorância, para proteger nossas mentes e nos libertarmos dos erros.
Quarto, tomamos este bom medicamento para salvar nossos corpos do enfraquecimento.
Quinto, comemos este alimento para continuarmos no caminho de Buda.”
Sinta-se livre para experimentar alguns dos pratos que são preparados pelo nosso Tenzo:
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